Casos de dengue crescem 190% no Brasil em um ano






Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 983 cidades identifica crescimento dos criadouros dos mosquitos da dengue no ano de 2013. O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostra que até dia 16 de fevereiro foram registrados 204.650 casos da doença, contra 70.489 no mesmo período de 2012. Apesar da maior incidência, houve redução de 20% na quantidade de óbitos e de 44% nos casos graves.

O levantamento deve servir para alertar os estados e os municípios. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que atualmente "nós temos, sim, uma epidemia em alguns estados no país". Oito deles concentram 84% dos casos: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo.

O boletim constatou que o DENV-4, um dos quatro sorotipos do mosquito no Brasil, corresponde a 52,6% dos casos. Por se tratar de um tipo novo da doença - chegou ao país no final de 2010 -, encontra maior vulnerabilidade entre a população, o que pode explicar o índice maior de ocorrências. A dengue DENV-4 apresenta os mesmos sintomas, profilaxia e tratamento da dengue já conhecida. O secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que o DENV-4 chegou a praticamente todos os estados e que a tendência é que a disseminação seja mantida.

"Apesar de o número de mortes ter diminuído, não podemos relaxar", afirma Alexandre Padilha. "Estamos apenas no início do enfrentamento da dengue, que se estenderá até maio, e devemos continuar agindo para evitar mais casos." O ministro explicou ainda o perfil dos casos de óbito. Normalmente, são pessoas idosas e já com debilidades decorrentes de outras doenças, como hipertensão e diabetes.

Sete estratégias para se proteger da dengue
Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue tem como principais manifestações febre com duração de até sete dias acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas articulações, cansaço e vermelhidão no corpo. "Embora pareça pouco agressiva, a dengue pode evoluir para o tipo hemorrágico, caracterizado por sangramento interno e queda de pressão arterial, o que eleva o risco de morte", aponta o infectologista Ralcyon Teixeira do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A melhor maneira de combater esse mal é impedindo a reprodução do mosquito. Saiba as melhores formas de proteção. 

Evite o acúmulo de água
"O Aedes aegytpi coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável", explica o pesquisador Rafael Freitas, do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz. Por isso, jogue fora pneus velhos, vire garrafas com a boca para baixo e, caso seu quintal seja propenso à formação de poças, realize a drenagem do terreno. Não se esqueça também de lavar a vasilha de água do seu bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.

Repelente - Foto Getty Images

Use repelente
O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método eficaz para se proteger contra a dengue. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Uma pesquisa realizada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) revelou que repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja, não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Mas eles podem ser usados junto com o industrializado, uma vez que o cheiro forte pode gerar confusão de odores no Aedes aegypti, que é atraído pelo gás carbônico e pela amônia liberada pelo nosso organismo.

Plantas - Foto Getty Images

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. "A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos", aponta o pesquisador Rafael Freitas.

Ralo - Foto Getty Images

Coloque desinfetante nos ralos
Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de dengue devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. "Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior", alerta o pesquisador Rafael. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpeza das calhas - Foto Getty Images

Limpe as calhas
"Pesquisas realizadas em campo mostram que os grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de dengue, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também", afirma o pesquisador Rafael. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Tela na janela - Foto Getty Images

Coloque tela nas janelas
Embora não seja tão importante, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito da dengue. "O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida", contrapõe o pesquisador Rafael Freitas. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Aquário - Foto Getty Images

Lagos caseiros e aquários
Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco de dengue deixou muitas pessoas preocupadas. Mas fique tranquilo. De acordo com o especialista Rafael Freitas, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. "Pesquisas realizadas no Ceará, mostraram que um único exemplar de peixe Betta splendes pode consumir cerca de 500 larvas de mosquito por dia", conta. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.


Casos de dengue crescem 190% no Brasil em um ano Casos de dengue crescem 190% no Brasil em um ano Editado por saude.chakalat.net on 07:30 Nota: 5

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