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Começa guerra contra a dengue





O Ministério da Saúde recomendou a antecipação das ações de prevenção à dengue para controlar a epidemia da doença. Entre as medidas estão visitas domiciliares, mutirões de limpeza urbana, reforço da coleta de lixo, eliminação e tratamento de criadouros nas residências, aplicação de larvicidas e inseticidas e busca de casos e óbitos suspeitos de dengue.
 
De acordo com um documento interno da Secretaria Municipal de Saúde, publicado por O DIA no sábado, o número de casos registrados entre 5 de agosto a 9 de setembro "tecnicamente significa epidemia". Bairros como Catete, Glória, Lagoa, entre outros apresentam índice 4, o mais alto na escala de vulnerabilidade à epidemia. O Ministério afirma que vai acompanhar de perto o avanço da dengue para evitar que o surto da doença se espalhe.

Diante do risco, moradores  estão redobrando os cuidados. "Jogo cloro no ralo, não deixo água parada e tampo as caixas d'água", ensina o serralheiro Rosiel Cabral, 38 anos, morador do Estácio. Nos antigos barracões das escolas de samba Lins Imperial e Portela, na Rua da Gamboa, um carro alegórico e dois contêineres abandonados servem de depósito de lixo e água da chuva.

Na favela Tavares Bastos, no Catete, a comerciante Zenilda Moreira, 63, teme pelo aumento de casos. "Aqui, as garrafas ficam de cabeça para baixo e cobertas", diz. Oaposentado Manoel Mariano, 74, teme pelos filhos Daniel e Danielle, 11 anos. A preocupação é com a contaminação pelo vírus tipo 1, que voltou a circular e é perigoso, pois quem nunca teve contato está mais vulnerável. Só na Região Metropolitana, são 3,7 milhões de pessoas de até 19 anos sem imunidade contra o tipo 1. "O risco de uma epidemia preocupa a gente. Ainda mais quem tem filho novo, e não conhece direito as reações desse tipo de dengue", diz.

Dengue do tipo 1 volta a ameaçar

A Secretaria Municipal de Saúde nega, no entanto, que haja epidemia no Rio. "Trata-se de um parecer técnico interno que não foi validado", diz o secretário Hans Dohmann, garantindo que a situação está sob controle. Segundo ele, este ano foram registrados 1779 casos, com 5 óbitos. Em 2008, foram mais de 100 mil casos.

"Há a ameaça neste verão da dengue tipo 1. Estamos prontos para qualquer situação. Mas nesse momento não estamos nem perto de se considerar uma situação grave", diz Dohmann.
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